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Insights e tendências no setor de instalações

Hidrômetro unijato ou multijato na medição individualizada: qual escolher?

  • 28 de jul.
  • 5 min de leitura

A medição individualizada permite registrar separadamente o consumo de água de cada apartamento ou residência, contribuindo para uma cobrança proporcional ao uso e para o acompanhamento mais eficiente do consumo. Entre os hidrômetros taquimétricos utilizados em instalações prediais, destacam-se os modelos unijato e multijato.


Embora ambos determinem o volume consumido a partir da rotação de uma turbina, eles apresentam diferenças na forma como a água incide sobre esse componente. Essas características podem influenciar as dimensões do equipamento, a perda de carga, as condições de instalação e seu comportamento durante a operação.


Compreender essas diferenças auxilia na seleção do hidrômetro mais adequado para sistemas de medição individualizada em condomínios verticais e horizontais. Entretanto, a escolha não deve considerar apenas o princípio unijato ou multijato, mas também as vazões previstas, a faixa metrológica, a posição de instalação e os requisitos da concessionária ou administradora do sistema.


Vista lateral de hidrômetros unijato e multijato instalados em tubulações residenciais
Comparação entre hidrômetros unijato e multijato instalados em tubulações residenciais

Como funciona o hidrômetro unijato


No hidrômetro unijato, a água entra na câmara de medição por uma única abertura e incide sobre a turbina, fazendo-a girar. Essa rotação é transmitida ao mecanismo totalizador, que registra o volume de água consumido.


Por apresentar construção geralmente compacta e ampla disponibilidade em pequenos diâmetros, o hidrômetro unijato é frequentemente utilizado na medição individualizada de apartamentos e residências em condomínios. Sua aplicação, entretanto, depende da compatibilidade entre a faixa de vazões da unidade consumidora e as características metrológicas do equipamento.


Vantagens do hidrômetro multijato


  • Dimensões compactas;

  • Facilidade de instalação em espaços reduzidos;

  • Custo geralmente competitivo;

  • Ampla oferta de modelos para medição individualizada;

  • Possibilidade de integração com sistemas de leitura remota, conforme o modelo.


Aspectos que exigem atenção


  • O jato incide de forma localizada sobre a turbina;

  • O desempenho depende da posição de instalação indicada pelo fabricante;

  • A perda de carga deve ser verificada para a vazão de projeto;

  • A capacidade de registrar pequenos consumos depende da vazão mínima ​e da relação metrológica

  • A seleção deve considerar o perfil de consumo da unidade e os requisitos do sistema de telemetria, quando existente.


Como funciona o hidrômetro multijato


No hidrômetro multijato, a água é distribuída por diversos orifícios ao redor da câmara de medição, incidindo sobre a turbina em vários pontos. Essa configuração proporciona uma distribuição mais equilibrada dos esforços sobre o rotor, favorecendo a estabilidade de seu funcionamento.


Os hidrômetros multijato também podem ser utilizados na medição individualizada de apartamentos e residências em condomínios, desde que suas dimensões, faixa de vazão, perda de carga e posição de instalação sejam compatíveis com o sistema projetado.


Vantagens do hidrômetro multijato


  • Distribuição mais uniforme dos esforços sobre a turbina;

  • Funcionamento mecanicamente equilibrado;

  • Disponibilidade de modelos para medição individualizada;

  • Possibilidade de integração com sistemas de leitura remota, conforme o equipamento;

  • Aplicação em diferentes perfis de consumo, respeitada sua faixa metrológica.


Aspectos que exigem atenção


  • Dimensões geralmente maiores em comparação com modelos unijato equivalentes;

  • Necessidade de maior espaço no abrigo ou quadro de medição;

  • Custo geralmente superior;

  • Verificação da perda de carga na vazão de projeto;

  • Compatibilidade com a posição de instalação indicada pelo fabricante;

  • Seleção baseada em (Q1), (Q3), relação metrológica (R) e perfil de consumo da unidade.


Modelos magnéticos e proteção do mostrador


Alguns hidrômetros unijato e multijato utilizam acoplamento magnético para transmitir a rotação da turbina ao mecanismo indicador. Nos modelos de relojoaria seca, esse sistema mantém o totalizador sem contato direto com a água, reduzindo a deposição de impurezas e o risco de embaçamento, além de favorecer a legibilidade da medição.


O termo “magnético”, nesse caso, refere-se apenas à transmissão do movimento entre a turbina e a relojoaria. O hidrômetro continua sendo mecânico e taquimétrico, não devendo ser confundido com um medidor eletromagnético.


Essa característica não impede que partículas presentes na água atinjam a turbina ou a câmara de medição. A proteção desses componentes depende das condições da instalação e das recomendações do fabricante.


Critérios para escolher o hidrômetro ideal


A escolha entre hidrômetro unijato ou multijato não deve se basear apenas no princípio de funcionamento. É fundamental analisar os dados metrológicos e as condições específicas da instalação:


  • Vazão mínima (Q1): menor vazão que o hidrômetro consegue medir com precisão

  • Vazão permanente (Q3): vazão máxima que o hidrômetro suporta continuamente

  • Relação metrológica (R = Q3/Q1): indica a faixa de medição do equipamento

  • Perda de carga: resistência que o hidrômetro oferece ao fluxo de água

  • Diâmetro nominal: tamanho da conexão do hidrômetro com a tubulação

  • Posição de instalação: horizontal, vertical ou inclinada, conforme especificação do fabricante

  • Homologação pelo Inmetro: certificação obrigatória para garantir qualidade e precisão

  • Exigências da concessionária local: normas específicas para instalação e modelo aceito


Por exemplo, um apartamento pequeno pode usar um hidrômetro unijato compacto e econômico, enquanto um prédio comercial deve optar por um multijato com maior estabilidade e capacidade para variações de consumo.


Exemplos práticos de aplicação


  • Hidrômetro unijato: frequentemente utilizado na medição individualizada de apartamentos e residências em condomínios, especialmente devido às suas dimensões compactas, ampla disponibilidade e facilidade de instalação em quadros ou abrigos com espaço reduzido.


  • Hidrômetro multijato: também pode ser utilizado na medição individualizada de apartamentos e residências, desde que suas dimensões, faixa metrológica e perda de carga sejam compatíveis com o sistema. É ainda encontrado em medições gerais ou setorizadas, conforme as vazões previstas.


Cuidados na instalação e manutenção


Para garantir o desempenho correto do hidrômetro, é importante seguir as recomendações do fabricante e da concessionária:


  • Respeitar o sentido do fluxo indicado no equipamento;

  • Instalar o hidrômetro somente nas posições admitidas pelo fabricante;

  • Manter o hidrômetro completamente preenchido com água, evitando a presença ou o acúmulo de ar;

  • Respeitar os trechos retos a montante e a jusante, quando exigidos pelo fabricante;

  • Verificar se a perda de carga é compatível com a pressão disponível na instalação;

  • Garantir acessibilidade para leitura, inspeção, verificação e eventual substituição;

  • Proteger o equipamento contra impactos, intempéries e intervenções não autorizadas;

  • Investigar vazamentos, obstruções, danos ou leituras anormais;

  • Realizar verificações metrológicas, reparos ou substituições por meio de agentes qualificados ou autorizados, conforme aplicável.


A instalação correta e a seleção compatível com o perfil de consumo contribuem para a confiabilidade das leituras e para a adequada apropriação do consumo de cada unidade.


Resumo final


Os hidrômetros unijato e multijato são medidores taquimétricos que diferem principalmente pela forma como a água incide sobre a turbina. Ambos podem ser utilizados na medição individualizada de apartamentos e residências em condomínios, desde que sejam compatíveis com as condições hidráulicas da instalação.


A escolha não deve considerar apenas o princípio construtivo. Vazões previstas, faixa metrológica, perda de carga, posição de instalação, espaço disponível e compatibilidade com o sistema de leitura remota são critérios essenciais. Portanto, nenhum modelo é universalmente superior: a especificação adequada depende da análise técnica de cada empreendimento.


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